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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

História da imigração árabe no Brasil | Tenda Árabe

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História da imigração árabe no Brasil

Família árabe no Brasil
É possível reunir os imigrantes em dois grandes grupos, numa divisão arbitrária.
a) aqueles que entraram como colonos com o propósito de se estabelecer em terras de sua propriedade;
b) os imigrantes que permaneceram nas cidades, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, tendo ou não passado pela experiência do colonato.

Os alemães, italianos e japoneses, entre outros, tiveram papel relevante na colonização do Sul e Sudeste do país, enquanto que grupos como os libaneses, espanhóis e portugueses, na sua maioria, ficaram em áreas urbanas, alguns deles identificados com determinadas ocupações.

Um dos problemas a enfrentar com relação aos contingentes imigratórios que entraram no Brasil desde 1824 diz respeito à pouca confiabilidade dos dados estatísticos. Os autores que trataram do tema apresentam dados divergentes sobre o assunto, e as estimativas quanto ao número total de imigrantes, seja no conjunto ou por nacionalidade, não se apoiam em números absolutos comprovados.

Outro problema com relação às estatísticas é saber quantos imigrantes realmente permaneceram no país, uma vez que tanto o retorno ao lugar do origem como a reemigração para outros países do continente foram comuns.

É evidente a existência de confusões a respeito das estatísticas quanto ao número de imigrantes no Brasil.

Sabe-se que após a Abolição, em 1988, e após a proclamação da República em 1889, o movimento imigratório atinge o seu maior desenvolvimento. Novos contingentes, como os japoneses, russos, poloneses, espanhóis, judeus, sírios, libaneses, vão se juntar aos alemães e italianos (Campos, 1987: 47).

De acordo com Mintaha Campos (1987:49), no período de 1820 a 1920, os italianos lideram o movimento imigratório, após o que viriam os portugueses, seguidos dos espanhóis e dos alemães.

A partir de então, os portugueses e espanhóis passaram a constituir a leva maior de imigrantes. Os turcos-árabes já aparecem de maneira bastante expressiva.

De acordo com o Boletim do Serviço de Imigração e Colonização nº2, publicado em outubro de 1940, e o nº4, publicado e dezembro de 1941, segue-se a seguinte ordem de levas imigratórias: Portugueses (25,4%), Espanhóis (18,7%), Italianos (17,5%), Japoneses (14,7%), Alemães (4,3%), Turcos-árabes (4,0%), Romenos (2,8%), Lituanos (2,1%), Iugoslavos (1,9%), Poloneses (1,6%) e Austríacos (1,4%). (Campos, 1987: 50).

O governo brasileiro incentivou e, algumas vezes, subsidiou a imigração. De início, a busca de trabalhadores rurais foi a razão primordial desses incentivos. Posteriormente, a necessidade de mão-de-obra para a indústria passou a ser determinante para o incremento dos fluxos imigratórios.

No período pós-guerra, principalmente na década de 1950, ainda entraram no Brasil mais de 500.000 imigrantes, e o número decresceu bastante a partir da década de 1960.

Destacam-se, de acordo com o censo de 1950, em ordem de grandeza: portugueses, italianos, espanhóis, japoneses, alemães, poloneses, sírio-libaneses.

Em 1970, essas posições são alteradas pelos maiores contingentes japoneses (142.000) sobre os italianos (128.000) e espanhóis (115.000), pelos sírio-libaneses (32.000) sobre os poloneses (18.000). Note-se que a mescla de outras várias nacionalidades não identificadas no censo, soma, em 1950, 197.000 pessoas e em 1970, 185.000.

A maioria portuguesa fica situada no Norte e no Rio, a alemã no Sul. A italiana e a japonesa em São Paulo. A dos árabes se expande de norte a sul, com alguma predominância no norte (regatões e mascates, no princípio do século).

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